25 de maio de 2009





Indo assim:

____Se a utopia do que digo e a concisão do que faço não sabem mais encontrar o eixo onde possam se encostar, as coisas simplesmente perdem o sentido e os humanos tornam-se além de meros mortais, efémeros e fugazes, algo que evapora no ar e se transporta pra o desejo recorrente e doentio de alguém que clama pelos ventos nas noites quentes e triste de um verão amaldiçoado por fadas deliberadamente malignas e outros serezinhos habitantes do mundo encantado e confuso que ronda tudo que parece que é.

____Não tenho ideais de felicidade. Sei nem se um dia parei pra sonhar com uma coisa perto da perfeição. Sempre gostei dos erros, dos desastres e de todas as coisas erradas que acontecem no meio dos dias felizes. Talvez precise dessas alfinetadas pra saber que um dia aquilo acaba; talvez seja, eu, apenas uma masoquista sentimental desequilibra ou querendo chamar atenção.

____Sei que não sou real e que a fantasia que criei de mim se materializou e tem forte eficácia em enganar muitos dos que circundam pelos lugares perdidos onde passo. E entre o tumulto de subir a ladeira e descer o morro, vou me deliciando com as coisas que encontro. Alegrando-me. Entristeço também, visto que, tudo anda acompanhado por um oposto seguidor pra complemento.

____E venham frases mágicas na cabeça: “e a vida vai seguindo assim. Não tenho quem tem dó de mim. Tô chegando ao fim”. Não quero carregar comigo essa dura culpa de chegar ao fim sem ter saído bem do começo. Não gosto de caminhos longos nem de pequenas trajetórias. Mas se tiver a chance de percorrer uma estrada mediana em um tempo pouco estendido, lá vou estar, rindo, gritando e pensando: “é... ainda tenho muito pra fazer antes de morrer”.




"A vida só pode ser entendida olhando-se para trás.
Mas só pode ser vivida olhando-se para frente." (Kierkegaard)

Por Laila Braga 03:01

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