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9 de Julho de 2009


Desculpem-me o sumiço! Processos de provas finais da faculdade, uns dias para o descanso, preguiça acumulada e o blog fica sem atualizações...

Aí está à nova postagem e um pequeno merchandising para a cantora baiana Andréa Martins, da qual tenho ouvido bastante nos últimos dias...

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♪♫Andréa Martins - Tanto Mar♪♫

Foto: Bruno di Celio


Descrição de Um Sonho.

Sou parte de uma coisa que não sei dar nome:
É parte arco-íris e lado oposto vazio; é parte flutuante e acima maré; é parte cheiro e abaixo frio; é parte pecável e mistura de santidade; é parte delirante; é um todo delirante.

Emana de uma velocidade rumorosa, mas com freios robustos que simplesmente cessa com a velocidade fazendo com que tarde a voltar agitar.
Envolve-se em uma nebulosa de arco-íris vazios com certa tendência a flutuar em grandes marés de cheiros gélidos, e frios pelos pecados cometidos por santos que em delírios se exauriram de funções maquiavelicamente impostas; recobra o movimento que de lentamente passa a decolar e rumorejar.

Sou parte de uma coisa sem nome, sem sentido, sem face ou forma. Sou meramente parte das coisas que foram jogadas ao vento; nem caos, nem jardim, nem uma coisa que mereça preocupação... Todas as partes se integram nessa passagem enferma e desaparecem ao cair do dia quando o sol paira sobre um meio céu ressequido e levemente avermelhado...

Construção... Chulamente construção

"C’est avec les beaux sentiments
que l’on faít la mauvaise litterature." (Gide)

Por Laila Braga 12:58 AM

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19 de Junho de 2009


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♪♫Cachorro Grande - O Certo E O Errado♪♫




O vento que clareia as pernas da linda morena

É a mesma luz que ventia seus cabelos opacos e sem brilho.

Um leve desfilar (de dedos)

Um bravo sussurrar (de medos)

Um insólito esquentar (de pelos).

Para além da cordilheira de todos os sonhos

É erguida a taça espirituosa da cobiça agora incontrolável.

Uma mão (que desliga)

Um Sorriso (que idealiza)

Um grito e um gemido (de quem não sofre).

Trava os dentes e produz cheiros... Sons... E outros conteúdos forasteiros.

Cá se foi o corredor sem volta...

Produziu? Agora é maré de introduzir

Despir sem deduzir e prevenir...

Porque se eu encarasse a sintonia de tudo que fui

E misturasse com os tons maiores de tudo que pretendo ser,

Chegaria de certo ao meu ápice,

Onde desfrutaria a louca infantaria da mais bela realidade inventada de Clarice

Ou dos loucos deuses que vagam pelos pensamentos sãos

De um povo insanamente sem esperanças.

A respiração que hora sai lenta e hora parece não saber.

O coração que hora para e hora parece correr...

Ter de cortar a carne...

Ter de ver o sangue...

Ter de sentir a dor...

Isso faz de mim apenas mero mortal.

Quiçá não precise mais de pequenas mortes diárias para me sentir-me viva.


"Eu o confessarei, que nos vossos os meus olhos observavam
Encantos que em todos os outros não encontravam." (Diderot)

Por Laila Braga 5:04 PM

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13 de Junho de 2009


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♪♫Paulinho Moska - Vênus♪♫




Dos enfoques super glamorosos que giram em torno da bola um tanto quanto oval:

Abre a porta!

Depara-se

Com a tela em branco... Em preto e cores destoantes.

Ignora

Tal presença significante

E observa

O insignificante

Sempre presente nessa abertura de porta

Ou de qualquer outra.

Pés

Sem dedos

Sem mãos

Sem forças

Sem forcas

Caminha despretensiosamente.

Existência insipiente

Grande

Longa

Curta ou tudo ao mesmo tempo.

Passeia

Areia

Seria

Morteia

E se acaba.

Simples como o giro descontrolado da bola que vem ficando quadrada e sem enquadre...


"Passo-lhe um certificado de sociabilidade!
Agora, nem mais uma palavra. Vou sentar-me e ficar em silêncio." (Dostoievski)

Por Laila Braga 1:54 AM

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6 de Junho de 2009





Poeta, poeta...

Fantasie-se de palhaço.

Leve o riso e esconda o choro.

Torne-se o que acredita.

Acredita no riso do outro.

Aprenda a fazer rir.

Ria com quem aprendeu.

Não aspire imortalidade

E não viva sem dualidades.

Todo palhaço é santo

E todo santo tem seu dia de palhaço.

Todo poeta é louca

E toda loucura tem sua poesia.

Viva de fantasia

E viva no mundo real.

Realidade não mata

Mas é fantasia que oferece prazer.

Viver é zombaria

Mas fantasia é sempre de morrer.

Poeta palhaço louco...

Divida o seu dia:

Nem borboleta nem minhoca.

Apenas flutuante, meio desviante

E com certo talento pra andar sob a terra.



"O coração tem que se apresentar diante do Nada sozinho e sozinho bater em silêncio de uma taquicardia nas trevas." (Clarice Lispector)

Por Laila Braga 10:00 PM

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