<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=12558858&blogName=Carpe+Diem&publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&navbarType=BLUE&layoutType=CLASSIC&homepageUrl=http%3A%2F%2Fmichadescontrolada.blogspot.com%2F&blogLocale=pt_BR&searchRoot=http%3A%2F%2Fmichadescontrolada.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

26 de outubro de 2009


Baixar:
♪♫Chaminé Batom - Mente Mente♪♫

Foto: Cadeira no meu quarto


Não leia, não escreva, não sinta, não viva...

Se o sinal fechou, é porque chegou a hora de parar...

Todo flash reluzente é sinal de anomalia.

Então pare.

Ou siga.

A escolha é sempre sua, a vida é sempre sua, a vontade é sempre sua, o risco é sempre seu...


"A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto."
(Augusto dos Anjos)

Por Laila Braga 3:16 PM

|









30 de setembro de 2009


Baixar:
♪♫Chico Buarque - A Ostra E O Vento♪♫

Foto: Prado, Bahia


         Ontem senti que perdia uma parte sua que por vezes tive vontade de perder, mas aquele sentimento me foi completamente desesperador: ver que não conseguia me lembrar de certa voz ao pé do ouvido e de tal gargalhada que alegrou muito dos meus dias; ver que não conseguia me lembrar do cheiro que sempre me fazia arrepiar e liberar os instintos animalescos; ver que a cor dos olhos, do rosto e do corpo desapareciam; ver que aquilo sem nome poderia se perder, e junto com essa perda, parte da minha história partiria numa viajem sem fim, foi de verdade desesperador. O desejo profundo e falso estava se realizando como em conto de bruxas sem fadas.

         Vi-me perdendo as tais asas impermeáveis, aquelas que suportam o sal do mar e o calor do sol. Vi que brigas com gênios literários ou musicais não faziam sentido, mas que ainda precisava saber todas as coisas que meu corpo abriga em qualquer noites quentes ou frias de qualquer estação do ano. Não por vaidade, nem por controle, na verdade nem sei pra que, mas preciso saber sobre esses abrigos, hoje eu precisei saber. Talvez tivesse a esperança de ainda ter as coisas perdidas escondidas em algum lugar... Talvez...

         Errado quem diz sobre decepções ensinar a viver. Decepção endurece e mascara um falso amadurecimento e em meio a esse endurecer, quis por vezes sem fim tirar aquele sentimento de tudo que fazia parte da minha vida, só então, quando tal desejo parecia se concretizar, pude perceber que aquele sentimento era vivo, era cheio, era Eu. Sim, era Eu. Tudo que me constituiu por anos afio estava ali, tinha nascido ou crescido nesse solo, desse adubo e não poderia ser perdido assim, como quem bate a poeira do tapete.

         Senti vontade de cantar uma música brilhante, cantar alto e quase gritando. Não tinha música na cabeça, não uma música com letra. Vazio, estava tudo muito vazio e estranho. Hoje não é um bom dia, mas amanhã será boa noite...



"Por você, eu faria isso mil vezes"
(O Caçador de Pipas - Personagem: Amir)

Por Laila Braga 2:23 PM

|









31 de agosto de 2009


Baixar:
♪♫Chicas - Felicidade♪♫

Foto: algum lugar do Rio de Janeiro




         E entre os atropelos do dia-a-dia a gente se depara com objetos luminosos que explicam quase que instantaneamente qual e tal motivo do viver ser bom.
         Uma leveza estampada no sorriso. Um olhar maliciosamente cheio de paz. Um movimento brusco cheio de segurança de quem sabe a que veio. Nada de parecer diferente, melhor ou mais bonita. Só vaporoso por trazer uma espontaneidade rara de quem não quer impressionar ninguém. Bom ver que coisas velhas mesmo mudando ainda conservam o motivo inicial de ser lembrado.

Pira, querida e agora gira.

Dentro das rodas o processo é sempre o mesmo.

Gira, pira e fica tonto.

Recobra a lucidez e o pequeno equilíbrio

Agora fica tonto, pira e gira.

Tudo de novo.

Tudo de velho.

Não se preocupe com a ordem, pois tudo se mistura com o tempo.

Olha, congela e conserva.

Tenha a certeza que precisa e debulha outra vez.

Conserva, congela e olhe mais uma ocasião.

Vai passar e nem vai se lembrar.

Vais passar e nem vão se lembrar.

Quebra, disfarça e corre.

Agora volte a mesmo lugar e sinta-se péssima.

Corre, disfarça e quebra o clima ruim no ar...

Aquela saudade vai voltar a pulsar, mas às vezes é bom pra lembrar que se está vivo.

__________________________________________________________________
         Tenho me dedicado a uma história que vem tomando meu tempo físico e mental, então acabei por me afastar um pouco daqui... Logo estarei mais ativa e se tudo der certo apresento-lhes a tal história.

Por Laila Braga 7:40 PM

|









6 de agosto de 2009


Baixar:
♪♫Teresa Cristina e Grupo Semente - Tudo Se Transformou♪♫

Foto: Praia do Tororão, Prado - Bahia



Aquelas palavrinhas cheias de expressão

                           Que o vento carrega aos montes por entre

Amontoados de ruas, gentes, árvores e construções...

                                    Elas nem adquirem força

                           Nem fraquejam com o tempo.

                                    Vão apenas seguindo
                  Assim meio sem direção

         E propagando coisas estranhas...

                                             Às vezes maliciosas

                  Sem qualquer interesse de fazer efeito

                                             Aquele mero existir,

                                                      Somente por existir.

                                             Brinca por vezes pra se divertir,

                           Usa formas revolta de se movimentar.

                                    Foi jogada com qualquer intuito

                  E perde o movimento linear quando passar

                                                      Por entre cabeça.

                           Pode tudo.

                                             Passa por tudo.

                                                      Não movimenta nada

                           E não serve de consolo.

                  Sabe nem ser inesquecível!



"Na superfície azul do mar imenso,
Rente... rente da espuma já desmaia
Medindo a curva do horizonte extenso...
Mas um disco se avista ao longe... A praia
Rasga nitente o nevoeiro denso!...
Ó pouso! ó monte! ó ramo de oliveira!
Ninho amigo da pomba forasteira!... "
(Castro Alves)



______________________________________________________________

Também por aqui... e por aqui...

Por Laila Braga 6:03 PM

|