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20 de novembro de 2011

Sobre novidades:

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♪♫Djavan - Romance♪♫





Estou falando de pessoas de verdade. Das que ligam e perguntam como você está, que admitem saudade, que sentem sua falta. Estou falando de pessoas de verdade. Das que se importam, que tem educação, que praticam bom humor. Estou falando de pessoas de coragem, que sabem dialogar, esclarecer situações e não admitem pensar na vida como um jogo. Falo das que tem interesses, mas oferece algo em troca pela tal “recompensa”. Das que não concordam, mas se esforçam, não julgam, não temem. Das que sabem ensinar pra conseguir aprender. Estou falando de pessoas sinceras, que não usam ironias, grosserias ou sarcasmo pra justificar frustração. Falo de pessoas de verdade, que escutam mais do que falam, apesar de falar pra caralho.

“Os desafinados também tem coração”, diria Jobim. E eu?! Penso que tais “desafinos” merecem atenção, porém acredito que até divindades se cansam do que não tem remédio e os declara remediados.

Falo dessas pessoas livres, que tem suas travas, mas preferem esbanjar asas ao invés de correntes. Dessa gente que tem medo, mas acha mais válido se jogar da ponte dependurado a uma corda do que assistir a queda livre sem risco dos outros. Falo de pessoas cheias de “taxações”, mas com objetivos claros e definidos. De quem luta por si, mas lembra que tem um mundo a sua volta.

Não sou mais criança ao ponto de acreditar em papai Noel, mas quero ser a criança eterna ao ponto de me encantar com as luzes de natal sempre que elas aparecerem...

Estou falando de pessoas de verdade. Que sabem da influência da lua sobre as marés e se faz de oceano pra ser embalado... Das que são racionais, mas não se deixam endurecer por que alguém provou por “A+B” que “toda carta de amor é ridícula”.


"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Fernando Pessoa




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2 de novembro de 2011

Sobre castelos, princesas e contos de fada:

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♪♫Marcelo Camelo - Tudo o que você quiser♪♫






Passeando pelas redes sociais da vida, deparei-me com uma frase: “só queria continuar acreditando”; comecei a pensar sobre isso e conclui que preciso das minhas ilusões diárias. Então, por que buscar tanto a explicação de todas as coisas? Não entender é sufocante, angustiante e como diria minha celebre Clarice: "entender é sempre limitado, mas não entender pode não ter fronteiras".

Definitivamente não preciso de fronteiras; e menos ainda dessas realidades. De onde vem, por tanto, essa insaciável vontade de entender? Tenho querido tantas coisas, entre elas, alguns que não queria mais...

Tenho percebido algumas coisas inegáveis: energia existe, há sincronia em tudo, há tensão na proximidade, há o ciúme desmedido... Aprendi a abrir concessões em todas as coisas, mas talvez, somente talvez, alguma coisa em mim provoque recuo. Recuos meus, recuos dos outros. Recuo... E afirmo: explicação existe! Não querer dá-las, ouvi-las ou pensá-las não as elimina.

E volto a afirmar: esse medo não é meu.

Amo mais do que eu deveria, construo castelos como um bom peão e sinto as faltas mais doidas do mundo. Pratico apego ignorando a máxima da raposa e correndo risco de chorar um pouco por me deixar cativar... Mas sempre fui assim: um monte de ternura por um pouco de atenção...

Preciso parar de questionar metáforas e entender que construir castelos tem menos a ver com peão e realeza do que parece. Questionar romantismos é como questionar a beleza das coisas: um crime aos que acreditam que tudo pode ser melhor do que a realidade apresenta.

Castelos podem ser fortalezas, proteções ou apenas um lugar feito para guardar todas as coisas que precisam manter-se vivas, firmes, fortes e intocadas...

Um despretensioso cara de nome Walt Disney criou castelos, princesas, monstros e embalou a felicidade de gerações. Na frase de tal, posso fazer a verdadeira afirmação: “você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo... Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade...”

E me pergunto: de que adianta ser feliz para os outros e não ser feliz para si?! Só sonhadores de construtores de castelos sabem o que essa frase quer dizer. Somente eles.

Ainda trago coisas abertas e a maioria delas está no peito...



Obs.: por opção ou preguiça, hoje confundi todos os pontos e vírgulas no texto.




"Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."



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13 de junho de 2011

Sobre amores...

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♪♫Pelas Ruas Da Cidade (A Vida Continua) - Kid Abelha♪♫





          Impressionante como os eventos tem uma força quase cósmica de se renovar. Se não fosse cética demais, poderia afirmar que forças sobrenaturais e espirituais se unem repentinamente e alteram o ciclo dos episódios. Como não estou a fim de abrir mão do meu ceticismo aqui, mas também não quero teorizar racionalmente sobre coisa nenhuma, fica assim: cética-meio-crente-em-algum-meio-termo.


         Uma afirmação que posso fazer sem titubear (sempre me lembro do Pequeno Príncipe com essa palavra): estou extremamente feliz. Esse estado emocional não se deve a grandes eventos, mudanças drásticas, conquistas esperadas, surpreendentes ou amores românticos melosos e enjoativos. Mas sim! Tem um pouco de “amores e paixões” nisso tudo. Sem conteúdo sexual, intenções ou pretensões... Mas certeza que com uma dose (elevada) de amor. Nas palavras de Paulinho Moska, “não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes.” Falo de amores mais limpos, livre, honestos e fáceis de viver.


           Tenho ouvido músicas românticas sem fazer direcionamento. Tenho me pegado rindo de nada, por nada e para nada. Tenho sentido saudades gostosas. Tenho feito planos em curto prazo, assim fica mais fácil realizá-los; e tenho realizados todos eles. Tenho reencontrado bons e velhos amigos que o dia-a-dia afasta da gente. Tenho dito incontáveis motivos para me sentir feliz.


            E aquela sozinhez de Maria da Graça? Ainda pulsa no peito às vezes, mas somente às vezes...


           O impulso que causou movimento (I) não faz parte de um evento novo. No máximo faz parte de um evento modificado. Enquanto alguns continuam a fazer drama e sentir ciúme (com ou sem motivo), vivo a minha capacidade de rir e me divertir com tudo isso. Afinal, quem tem bons amigos sem falsos julgamentos morais e recalques inexplicáveis, têm o potencial de se divertir e ser feliz com o simples fato de atravessar a rua com o sinal aberto...





"Gastei todas as minhas mentiras na paixão. Gastei todas as minhas verdades no amor. O que sobrou sou eu."
(F. Carpinejar)