16 de abril de 2007


Sufoco                                                       






Velhos com pequenas reformas. Sem comentários.

Um cheiro sufocante
Se elevava das ruas de cujo asfalto.
O calor fazia evaporar o que restava da chuva.
As ruas eram mais estreitas ai, na escuridão.

As velhas casas de inclinavam umas para as outras,
Como se quisessem encontrar um ponto de apoio.

As luzes se apagaram,
Deixando um cheiro podre no ar.
Ainda assim eu percebia vida e movimento nos recantos.
Era alguma coisa que eu sentia sem ver.

Comecei a andar pelo meio da rua,
Procurando devastar a escuridão com os olhos...

Era um dia estranho,
Como se tudo me incomodasse.

Todos os tipos de som se transformavam em barulho,
Não conseguia sentir a melodia.
No calor abafado uma simples brisa que batia,
Parecia trazer toda a podridão humana.

O verde e o amarelo vindo da natureza,
Tentavam fechar meus olhos à miséria em que vivo.

Já estava cansada de não acha graça alguma em coisa nenhuma.
Parei de pensar,
e comecei a sentir o céu cinza e sombrio que se formava.
Encontrei temores antigos de coisas novas.

Desisti,
E fui recolher minha mente ao esconderijo dos covardes.

Deitei e dormi...

"Deixa pra lá, o que não interessa, a gente não tem pressa de viver assim, feito platéia da nossa própria peça, histórias, prosas, rimas, sem começo e fim"

Por Laila Braga 01:48

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