30 de janeiro de 2006


Apeteces-me                                                       


Apeteces-me,
Mesmo que
seja tarde de mais,
Quero-te aqui.
Com a nudez jogada no chão,
Com o
teu corpo cheio de palavras escritas
Pela minha boca,
Pelas minhas mãos,
Pela dança vertiginosa
Inquieta dos meus dedos.

Dizes-me,
Em
sons que não devias estar aqui
Mas estás.
Sempre estiveste,
Ao mesmo
tempo em que sempre fugiste.

Dizes-me,
Que é errado o orgasmo
nascido entre os nossos corpos.
Chamas-lhe:
Traição,
Reatamento
Solidão.
Eu apenas lhe dou um nome:
Conseqüência,
Dos que nos
pedem os corpos do que queremos nós.

Dizes que tens de ir embora.
Dizes que tens outros braços à tua espera.
Deixo-te ir,
Como sempre
o fiz.
Sabendo que voltará à procura do meu odor,
Do meu sorriso,
Dos meus caracóis deitados em teus seios
Do meu desejo no teu ventre.

Apeteces-me
Não como vício,
Não como ódio.
Como
realidade.

Por Laila Braga 01:41

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