16 de junho de 2006

Já estou trabalhando no novo modelo pra esse blog... Não tenho muito a dizer hoje. O post não tem nada a ver com o que estou sentido agora... É uma poesia antiga, e não tenho nada mais a dizer... Bom Fim de Semana...


E outra vez o frio
Desalento do só...


O espectro do desamor,
O jardim crestado,
O olhar parado,
O coração cansado.

E outra vez o frio
Desalento do só...

O mundo vazio,
Vela sem pavio,
Perfil esguio,
Vítima do fastio.

E outra vez o frio
Desalento do só...

Fuga da verdade,
Cabeça na areia
Escondendo a feia
Chaga da maldade.

E outra vez o frio
Desalento do só...

Os braços em cruz,
Parede de alvaiade,
Infame avestruz,
Monstrengo saudade.

E outra vez o frio
Desalento do só...

Passos sem rumo,
Nuvens de fumo,
De novo assumo
Um ego falso.

E outra vez o frio
Desalento do só...

É meu desvario,
Meu cadafalso
Neste tão desolado
Monte sem sentimento.

Só resta este frio
Desalento do só...

26 de maio de 2006

Sem muito a dizer. Os cacos dos vacilos e das palavras mal ditas ainda doem...





Regresso ao teu coração
Chego desiludida
De alma nas mãos
E mochila às costas.

Deixei-me levar
Pelos encantos de Douro
Rejeitando qualquer aviso
Despi-me de inseguranças
E não fui à escolhida.

Volto a ti
"Menina e moça"
Às tuas ruelas antigas
À confusão das cores
Ao teu anoitecer sombrio.

Não esperarei ninguém
Ao voltar a casa
E os sentimentos
Guardá-los-ei em mim
A partilha faz-se em silêncio.

E volto a ti
Vendo-me em teus braços.

18 de maio de 2006

ice girl

Muitas provas, muitas festas, alguns problemas e nenhuma responsabilidade e consideração pelas pessoas que perdem o seu tempo vindo aqui ler as asneira que eu escrevo. Desculpem-me. Fiz uma promessa sem prometer no post anterior. Desculpem-me. Não estou mais a fim de falar. Desculpas, desculpas e desculpa. Pronto. Vamos ao post do dias que já deveria está aqui à dias...

Com colaboração de Fernanda Lizardo (não sabe quem é?! Ta, um dia talvez eu a apresente direito). Ice Girl, a história das pessoas que por ventura insistem em passar na minha vida e deixar uma grande bagunça e confusão de sentido. Como se eu precisasse de alguém pra fazer isso por mim.

Ah, antes do post, me deixa falar só uma coisinha que havia me esquecido. Alguém já ouviu falar em psicose maníaco-depressivo? Não? No próximo post eu explico o que é. Nesse eu só digo uma coisa, acho que tenho esse transtorno. Estava eu estudando pra uma prova da faculdade e... Opa! Post que vem eu conto, esse já está grande de mais...



Você a quer,
você a quer muito!
Mas ela está longe,
distante,
com os olhos vidrados em lugar nenhum.
Pele de seda,
movimentos sutis,
beleza quase inatingível.
E aquela sensação
de que a mente esconde
mais mistérios do que os que são possíveis de se decifrar.

O que tem essa garota de tão especial?
Simples.
Ela é uma ice girl.
Sua aparência remete ao gelo,
estática,
pele polar,
lábios marcados pelo frio,
mas um frio gostoso,
que você quer sentir de todas as maneiras.

Só que ela parece não se dar conta disso.
Está num pedestal,
pernas levemente arqueadas,
pés seguros,
pálpebras sutilmente borradas,
detalhes,
linda.

E o que ela tem a dizer?
Muito!
Até demais.
É segura,
não dosa as loucuras soltas pela língua,
não dissimula,
desfaz pensamentos,
destila o sexo,
a cultura,
o rock,
as letras,
e a bebida
que pode ser sorvida levemente
ou em goles homéricos e destemidos.

Como tê-la?
Como decifrá-la?
Como escalar o pedestal?
Essa resposta não existe.
Ela é de gelo,
mas não derrete.
Ela é tudo.
Ela é uma ice girl.

15 de abril de 2006

Preciso fazer algumas alterações por aqui. Sei que ando deixando o meu blog às moscas. Não gosto de promessas então não vou fazê-las, porém tenho novidades, pequenas mais tenho... Voltarei a postar com mais freqüência, estou pensando em um template novo, tenho planos para um blog (comunitário) novo... hã... O que mais? Acho que tem mais alguma coisa, só que eu não lembrando... Vamos ao post...

Sufoco na tentativa de ser outra,
quero mudar-me do avesso,
pendurar-me pelos ombros,
quero cortar a minha pele
com o espelho do meu sorriso
e fazer-te ver o que tenho dentro de mim,

Sufoco na tentativa de ser outra,
de que sou feita neste inferno escarlate que vês,
desse choro que te sai de dentro,
no terror que tens
quando os teus olhos entram nos meus
e vêem o que os meu alcançam.

Sufoco na tentativa de ser outra,
quando o teu corpo se esvai em dor
de perceberes que não é a mim que queres,
que não sou o sol
que queres na tua pele pálida,
que simplesmente não sou a textura desejada
na tua vida despejada de realidade,
nessa ilusão que te engole a rotina e te acorda de mim.

Sufoco na tentativa de ser outra,
mas os anos pesam-me
em tudo e por mais que tente
não me consigo moldar
aos teus desejos de mulher,
ao teu riso de menina,
ao teu corpo de ousadia.
Sufoco mas irei agüentar o amanhã.