31 de julho de 2011


Sobre sentimentos (ou incoerência temporal)                                                       





         Não tenho muito sobre o que falar. Meu estado eufórico atual tem me deixando fora da concentração necessárias para divagar sobre qualquer assunto. Os pensamentos andam mais inconstantes do que a percepção pode acompanhar; quem dirá os dedos.


         Os leitores mais antigos e mais 'assíduos' devem estar estranhando tamanha felicidade nós últimos dias. Fato é: estou estranhamente feliz nos últimos dias. Porém existem outras coisas. Não que eu ache tristeza bonita (até acho um pouco), mas prefiro escrever quando estou triste, irritada ou com outros sentimentos negativos. Não é por motivo especial (é sim!). É porque sempre me sinto melhor depois de ter feito isso. Sim! Esse blog me serve de “válvula-de-escape” por muitos anos.


         E porque falar das minhas alegrias e euforias agora? Não sei! Simplesmente senti essa vontade e necessidade. Talvez queira mudar alguns conceitos que as pessoas têm de mim. Talvez tenha dado um pouco de importância para a minha ‘imagem’. Talvez quisesse dar lógica ao nome do blog e falar dos sorrisos. Talvez já tenha falado sobre tudo aqui e só me resta isso... Talvezes e mais talvezes...

O que sei?

         Tenho pelo menos um bom amigo, tenho pelo menos uma boa amiga, tenho pelo menos uma grande paixão, um amor platônico, um cachorro engraçado, uma boa família, comida na mesa, cachaça no copo, wi-fi no quarto e vontade no corpo.

         Nenhuma dessas coisas funciona “as mil maravilhas” o tempo todo. Exatamente por esse motivo que tudo parece tão bom. A alteração entre as coisas causa equilíbrio e mata o tédio do dia-a-dia. Não preciso rezingar da vida, faço-o por esporte. Não preciso gabar da vida, faço-o por bel-prazer.

         Resolvi não me importar muito com o tempo verbal das coisas. Definitivamente não tenho como assegurar em que ponto as coisas estão. A mistura louca de passados e presentes poderia fazer-me perder um pouco mais o foco. E acredite! Ele já está bem “perdidinho”.




"Mais um curto instante, mais um descanso rápido sobre o vento, e outra mulher me conceberá."

(O Profeta - Gibran Khalil Gibran)

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Por Laila Braga 21:25

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